Por Gisele Neuls
Projetos pilotos como as cinco iniciativas em processo de sistematização no norte de Mato Grosso são importantes para as comunidades, mas carecem de força para mudar o modelo de desenvolvimento da agricultura familiar da região. Essa é uma das análises feitas pelas lideranças reunidas no Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Lucas do Rio Verde nesta terça-feira, 30 de agosto.
![]() |
um dos grupos de discussão levanta as demandas comuns entre as diferentes comunidades |
Um dos limitantes é o pouco recurso disponível frente à imensa demanda de associações, sindicatos e cooperativas. Em Mato Grosso, o PDA beneficiou nove comunidades rurais, uma amostra tímida se considerarmos o universo de mais de 500 assentamentos da reforma agrária existentes em todo o estado. Para as comunidades beneficiadas por esses projetos de estímulo a alternativas de produção com menos impacto ambiental, os problemas também não são poucos. Entre eles, a comercialização dessa produção e a falta de regularização ambiental e fundiária são os mais críticos.
![]() |
Iolanda, da Ribeirão Grande |
Essas e outras demandas serão discutidas na quarta-feira, dia 31, com representantes dos governos federal e estadual. O objetivo do evento é discutir bases para um modelo de desenvolvimento sustentável capaz de transformar a realidade da agricultura familiar em larga escala. São esperados representantes da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema/MT), da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e do Instituto Brasileiro de Recursos Naturais e Meio Ambiente (Ibama).
O Seminário é promovido pelo Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Lucas do Rio Verde e faz parte das atividades do projeto Disseminação de Experiências Inovadoras do Nortão do Mato Grosso, que tem apoio do Subprograma de Projetos Demonstrativos do Ministério do Meio Ambiente.
Nenhum comentário:
Postar um comentário